Ana Paula Nogueira: Você poderia comentar quais e como foram as influências da sua carreira?

José Tabacow: Olha, eu fui produto do modernismo. Gostava muito e fiquei influenciado pelo funcionalismo. Agora, assim, de influências, como eu trabalhei com paisagismo, a gente trabalhava complementarmente aos arquitetos, eu tive a sorte de ter contato com todos os nomes da arquitetura conhecidos no Rio, São Paulo, em Minas Gerais e no Nordeste. Sabe, eu gostava muito do trabalho do Ruy Ohtake na época, do Paulo Mendes da Rocha de São Paulo, do Paulo Casé antes da fase Pós-Modernista dele, do Severiano Porto e do Acácio Gil Borsoi que era carioca radicado em Pernambuco, importante como arquiteto modernista lá no Nordeste, o Hans Broos, eu fui tendo contato assim com eles. E eram contatos muito profundos, porque eles eram amigos do Roberto, eram admiradores do Roberto e nas festas que o Roberto dava nos finais de semana, esse pessoal estava sempre por lá, eles iam se alternando.