Edifício-sede do Instituto de Arquitetos do Brasil-SP. 1946. Arquitetos Rino Levi, Abelardo de Souza, Galiano Ciampaglia, Hélio Duarte, Jacob Ruchti, Miguel Forte e Zenon Lotufo

Com 652 votos (a maioria dos Núcleos do Interior), Arnaldo Martino, da chapa “IAB UNIDO”, foi eleito o novo presidente do IAB paulista. Confira neste flash, algumas características do perfil do arquiteto. As perguntas e respostas abaixo aconteceram em fevereiro de 2006.

José Wolf: Arnaldo Martino, onde nasceu? (bairro, cidade)

Arnaldo Martino: São Paulo Capital – Rua da Consolação no Centro

JW: Por que a opção pela Arquitetura?

AM: Desde muito jovem tinha um envolvimento com as artes plásticas e o modelismo – aero e naval, o que me ajudou muito no treino à leitura espacial, ao desenho projetivo, etc. Resultou em caminho natural a opção pela Arquitetura – reforçada pelo evento de Brasília, recém inaugurada, etc.

JW: Em que Escola (e ano) se formou?

AM: Na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP em 1964 a graduação, e na mesma faculdade em 1982 – o Mestrado e em 1990 – o Doutorado.

JW: Poderia citar alguns professores que marcaram sua formação?

AM: Vilanova Artigas, Flavio Motta, Carlos Milan, Paulo Mendes da Rocha, Jean Maitrejean e muitos outros mestres como Lucio Costa e Oscar Niemeyer

JW: Ao se formar, como iniciou a trajetória profissional (escritório, projetos, docência, atividades profissionais etc.)?

AM: Em um escritório comum à um grupo grande de colegas todos jovens e engajados. Lá estavam o Flávio Império, Rodrigo Lefévre, Sérgio Ferro, Matheus Gorovitz, Antonio Sérgio Belgamin e outros, todos importantes companheiros. Participávamos intensamente de forma individual, ou diferentemente agrupados de concursos, projetos de vanguarda e projetos gráficos, artes plásticas, cenários, etc, e política naturalmente (1963/1964)

JW: Como ocorreu, em sua experiência pessoal e profissional, a transição entre a prancheta e o computador?

AM: Na minha formação o pensamento do espaço, o risco e o gesto estão em uma única ação – não adquiri treinamentos para a paciência de comandos indiretos. Muitos produtos gráficos, inclusive de apresentação saem direto da minha mesa de desenho. Mas o computador é uma ferramenta imprescindível e está incorporado nos procedimentos do escritório.

JW: Qual seu hobby preferido: ler, ouvir música, assistir a algum filme?

AM: Curtir uma casa no campo e tudo que isto proporciona: amigos, tênis, cozinha, filmes, ler e até projetar, que as vezes também é hobby.

JW: Uma crença?

AM: Que o Brasil ainda tem jeito!

JW: Uma opção política?

AM: Não partidária – mas que inclua ideologicamente o socialismo com um jeito humanista e uma estrutura democrática.

JW: Um livro marcante?

AM: Grande Sertões Veredas, de Guimarães Rosa

JW: Um filme?

AM: Todos os filmes de Federico Fellini.

JW: Um projeto?

AM: O Museu de Guggenheim de Nova York, de Frank Loyd Wright.

JW: Uma cidade. Por quê?

AM: Veneza. Precisa explicar?.

JW: Um arquiteto brasileiro histórico?

AM: Lucio Costa

JW: E um internacional?

AM: Le Corbusier

JW: Qual seu grande sonho ao concluir, em 2007, a sua gestão como presidente do IAB paulista?

AM: Que os arquitetos sejam social e profissionalmente mais respeitados, a ponto de influir nos destinos das nossas cidades. (calma! É um sonho)