O polvo gigante, gravura do século 18 publicada em La mer – les symboles, Paris, Philippe Lebaud, 1997
O polvo gigante, gravura do século 18 publicada em La mer – les symboles, Paris, Philippe Lebaud, 1997

Deus-Mar! por ti vimos o Eterno e a Variedade:
a ti pedimos o que deste e o que negaste.
Cecília Meireles, Périplo

No livro Ilhas e mares: simbolismo e imaginário, publicado em 1998, encontramos o fascínio da literatura de viagens e de temas marítimos.

O autor se apresenta como cientista social, doutor pela Sorbonne, professor da USP e diretor NUPAUB – Núcleo de Apoio à Pesquisa sobre Populações Humanas e Áreas Úmidas da Pró Reitoria de Pesquisa da USP.  Uma breve passada de olhos em alguns dos títulos entre seus livros publicados já denuncia seu interesse e dedicação aos temas do mar. Veja-se por exemplo: Pescadores, camponeses e trabalhadores do mar (1983) e Povos e mares: leituras em antropologia marítima (1995).

A dedicação é claramente explicada pela revelação da origem do autor. Natural de Iguape, na região da Baixada do Ribeira no Estado de São Paulo, o autor relata que experimentou a primeira sensação  do que significa viver numa ilha ainda criança, ao atravessar o canal que separa sua cidade natal do continente, para ir estudar fora. Na obra de Diegues, esta experiência do afastamento parece ser incoativa do assunto de estudo e das pesquisas que se dedicou a fazer desse assunto.

Numa bela passagem de sua apresentação, Diegues nos revela suas tantas viagens por ilhas e mares, e, assumindo a preeminência de sua paisagem original, depõe muito sinceramente: “No entanto, nenhuma delas pôde comparar-se à minha ilha, a das recordações da infância, símbolo complexo com tantas significações”.

O livro começa pela abordagem da especificidade do caráter simbólico polissêmico do mundo insular, e do interesse que os estudos dos ambientes insulares têm suscitado, particularmente na Europa. A obra associa essa tomada de consciência da particularidade da vida insular e sua diferenciação das populações continentais a “um conjunto de representações que os ilhéus formaram a respeito de seu espaço geográfico-cultural, oriundas de sua insularidade” (p. 14.) Povoados de mitos, tais processos receberam de  geógrafos e antropólogos franceses o nome de ilheidade (îleité), que, como ressalta o autor, é diferente do conceito de insularidade, pois este último caracteriza processos associados à distância e ao isolamento geográfico e social.

O objetivo do livro é o de “fornecer um quadro referencial para os estudos das sociedades insulares, particularmente sob os aspectos simbólicos e das representações que tanto a sociedade global faz a respeito das sociedades insulares, quanto estas de si mesmas” (p. 15) Para tanto, se vale de conhecimentos de várias disciplinas, tais como a antropologia,  a psicologia, a história e a literatura. Concede ainda especial destaque à geografia, por ter sido ela uma das primeiras disciplinas a estudar o fenômeno insular.

Da geografia se vale o autor para a análise das questões relacionadas à insularidade via ideias de território, espaço vivido e representado. Nesse sentido, aponta em princípio que as imagens da ilha e do oceano, estudados como arquétipos pela psicologia, sobrevivem na literatura como símbolos, o que o leva à análise de algumas obras literárias do mundo ocidental. Acredita o autor que tais obras contribuem para explicar a permanência de algumas importantes representações simbólicas relativas ao oceano e às ilhas, sobremaneira no âmbito dos países da Europa Ocidental, tocados pelo oceano Atlântico e pelo mar Mediterrâneo.

Na abordagem do domínio do simbólico e imaginário na análise do mundo insular, Diegues aponta como um mito que sobreviveu somente através da literatura, o do surgimento do Japão, descrito no Nihongi. Na abordagem do simbólico especificamente na psicologia e na antropologia, inicia lembrando que vários outros mitos e lendas testemunham a presença do mar e da ilha na constituição do mundo e na criação da cultura; e persistem até hoje, como imagens e representações na literatura e na arte.

Nessa abordagem, entre as várias associações simbólicas que reporta e analisa, destaca-se a  da ilha vista como “um mundo em miniatura, uma imagem completa e perfeita do cosmo, pois apresenta um valor sacral concentrado” (p. 27). Na perspectiva da leitura pela  antropologia, enfatiza a importância dos estudos de representação mentais nos processos produtivos, na ação do homem sobre a natureza e da análise das representações que os indivíduos e grupos fazem de seu ambiente, pois  é a partir delas que eles agem sobre o ambiente.

Alertando para a redução da mitopoética nas sociedades modernas, ressalta que conquanto a antiga mitologia tenha desaparecido da crença nas sociedades modernas, seus paradigmas persistem vivos na experiência afetiva e na poesia e na arte. O autor aponta ainda sua presença nas diversas religiões, na nova mitologia do Estado/Nação e no messianismo político e religioso. A ilha é apontada pelo autor como uma das imagens primitivas universais que atravessaram o tempo sendo recriada em diversos momentos históricos.

Em sua análise das práticas sociais e simbólicas do mundo insular,  após oferecer vários enfoques teórico-metodológicos para a análise das sociedades marítimas e insulares, sobretudo dos pontos de vista históricos e antropológicos, Diegues ancora seu trabalho em três conceitos básicos: a maritimidade, a insularidade e a ilheidade.

Elucidando esses conceitos, define a maritimidade como sendo o conjunto de práticas econômicas, sociais e principalmente simbólicas, resultante da interação humana com um espaço particular e diferenciado do continental, que é o espaço marítimo. Este conceito não se refere ao mundo oceânico como entidade física, mas como uma produção social e simbólica, nem sempre existente em todas as sociedades insulares.

Ilustração de Gustave Doré para The Rime of the Ancient Mariner, de Samuel T. Coleridge, Nova York. Dover Publications, 1970
Ilustração de Gustave Doré para The Rime of the Ancient Mariner, de Samuel T. Coleridge, Nova York. Dover Publications, 1970

A insularidade é definida como “resultante de práticas econômicas e sociais decorrentes da vida num território delimitado com fronteiras geográficas e culturais definidas e cercado pelo oceano” (p. 51.).

Finalmente, Diegues alude ao conceito de ilheidade; trata-se do neologismo îleité, que remonta aos pesquisadores franceses, e designa representações simbólicas e imagens decorrentes da insularidade, se expressando por mitos fundadores de suas sociedades e lendas que elucidam, entre outras manifestações, formas de condutas e comportamentos.

O percurso do livro passa então a uma abordagem das ciências sociais e as sociedades marítimas e insulares. Neste decorrer é reportada uma série de pesquisas, discussões e conquistas das investidas das ciências sociais, sob diversos enfoques, e, particularmente, da antropologia e suas divisões, tais como a Antropologia Marítima.

Após essa abordagem, Diegues passa à construção histórica e simbólica da maritimidade demonstrando o quanto a maritimidade no Ocidente está enraizada em uma história longínqua, anterior a de povos marítimos como os fenícios. Nessa parte consideramos especialmente importante uma diferenciação feita pelo autor entre os povos da terra e do mar: a necessidade dos marinheiros de usar fortemente a vista, ao contrário da gente da terra. O autor menciona inclusive a existência de uma medida marítima de distância que representava o espaço entre uma vela no horizonte e o observador, em tempo de luz clara.

Nessa perspectiva, o autor ressalta que diversos trabalhos sobre a acuidade visual comprovam que a utilização da visão persiste como uma característica das sociedades marítimo/haliêuticas (1) do mundo todo – o que é expresso pela capacidade destes povos de avistar de promontórios na costa o peixe no mar, ou de identificar pontos de pesca submersos. A revelação desse olhar é interessante para propósitos de  pesquisa, pois revela uma peculiaridade a ser considerada na abordagem da formação dos conteúdos imaginantes da paisagem a partir das imagens aquáticas.

Diegues alude ainda aos mitos relacionados ao mar, tais como monstros, obscuridade, morte, pela literatura. Nesse sentido cita Camões, que fez a rota das Índias, e inclusive naufragou nas costas do Camboja. Em Os Lusíadas, Camões narra a violência das tempestades e a proximidade da morte, seja pelas tormentas, seja pelas doenças típicas de mar. O autor lembra como Camões adjetivou a aventura marítima e seus perigos  de “sobejo atrevimento” e  “insana fantasia”. Perigos, que como lembra o autor, seriam recompensados na epopeia justamente pela descoberta de uma ilha estival, a Ilha dos Amores.

Diegues contempla ainda o relato de mitos, lendas e contos insulares na História Ocidental, versando sobre mitos de origem, fundantes do universo insular que descrevem o surgimento de certas ilhas e seus primeiros moradores e sociedades. Sua delimitação compreende: mitos e lendas anteriores ao cristianismo; representações simbólicas cristãs, especialmente aquelas do período medieval que antecede a época das grandes descobertas; o simbolismo insular durante as descobertas ibéricas e os primeiros anos da colonização portuguesa.

Dentro dessa delimitação destaca-se a referência feita à mitologia grega e a primazia nela da ilha, pois, como enfatiza Diegues, três quartos dos deuses do Olimpo eram insulares. Entre os casos literários sobre os quais se debruça, Diegues aborda a epopeia marítima A Odisseia, repleta de ilhas, nas quais o herói Ulisses desembarca após  enfrentar tormentórias travessias.

Diegues relata também o desaparecimento das ilhas paradisíacas e misteriosas dos mapas e portulanos, que se deu gradativamente com o avanço das viagens de descobertas e desenvolvimento científico nos séculos 16 e 17, sobretudo neste último, quando efetiva-se uma mudança que enseja a abertura de um novo olhar. Ressalva, no entanto, que, apesar disso, aquelas ilhas ainda povoam o imaginário humano.

Em referência à literatura, o autor mostra o quão populares eram nos ambientes das embarcações do período dos grandes descobrimentos, os livros de cavalaria e de aventuras, como um dos poucos passatempos permitidos. Também as mudanças tecnológicas de navegação são relatadas na literatura.

Um caso clássico apontado pelo autor é o do livro Trabalhadores do mar, de Victor Hugo. Esse livro narra a introdução do barco a vapor na costa norte da França e as reações desesperadas que suscitaram nos proprietários de barcos à vela. A respeito dessa obra, relata ainda o contexto em que Hugo a escreveu – habitando um quarto no alto de uma casa na ilha de Guernesey, donde avistava o bravio mar do norte. Sendo esta fixação em Guernesey posterior ao seu autoexílio na ilha de Jersey, que lhe maravilhara, mas de onde veio a ser expulso.

A partir dessa breve contextualização, Diegues demonstra como se formam nas obras de Hugo os atributos de mar e ilha, entre os quais se destacam o oceano como um báratro que abriga os temores humanos, lugar do naufrágio e da morte; mas também o mar como pacificador e libertador do homem, com o progresso humano, na figura do barco a vapor, vencendo os abismos do oceano.

Afirmando a riqueza da literatura marítima francesa, nela Diegues diz estarem intimamente ligadas a maritimidade e a insularidade. A incursão que apresenta por esta literatura se inicia pelo romance náutico O pescador da Islândia, de Pierre Loti (2), publicado em 1886 e considerado um clássico do gênero. Dessa obra, Diegues destaca o quão fortemente ela expõe a profundidade da relação dos pescadores bretões com o mar, a ponto de o herói do romance haver se comprometido a se casar com o mar.

Também a obra de Baudelaire é contemplada nessa análise. Desse poeta, reporta a passagem de seu embarque em 1841 para Calcutá, viagem que interrompeu nas ilhas Reunião, unicamente sob desígnio de regresso à França. Diegues especula como na obra baudelairiana As Flores do Mal o mundo interior do homem e o mar estão vinculados. A imagem de mar que ele sublinha em Baudelaire é a da separação amorosa.

No território das epopeias e narrativas de viagens, Diegues cita as lendas e a literatura celta medieval, o imaginário insular na época dos descobrimentos. Nesses territórios literários surgem tanto monstros e criaturas mitológicas, quanto uma imagem de ilha paradisíaca, distante, depositária de tesouros e de difícil reencontro depois de descoberta. Sobre as ilhas das viagens portuguesas ao Brasil, afirma que o Brasil recém-descoberto será visto ao mesmo tempo como terra paradisíaca e infernal, onde Cabral irá deixar alguns degredados, por pura punição. Ressalta que essa característica será comum a outras ilhas no périplo das Índias.

A abordagem literária do contexto europeu abrange ainda a literatura Alemã, na qual Diegues nota que o mar se tornou, no século 19, uma fonte inspiradora para escritores como Thomas Mann (3). Na literatura italiana, destaca o romance A ilha, de Giani Stuparich, de 1989, em que um filho passa a entender o caráter paterno pela convivência com a natureza e a vida em uma ilha no Adriático, onde convive com a tranquilidade da enseada e  selvageria do mar do lado oposto da ilha.

Ainda na literatura italiana, Diegues destaca o livro de Umberto Eco, A ilha do dia anterior (1995). Essa obra narra a descoberta, por um personagem náufrago nos Mares do Sul, no século 16, de um navio deserto de onde podia vislumbrar uma ilha paradisíaca e ao mesmo tempo próxima e distante, o que a tornava comparável ao amor que havia dedicado a sua amada, distante e inatingível.

Na literatura portuguesa, inicia por destacar a obra de Raul Brandão, marcada pelo simbolismo, movimento renovador da literatura no fim do século 19. Escrito em 1923, seu livro Os pescadores narra a vida trágica dos pescadores e maritimidade do povo  do mar e a sua diferença em relação aos continentais. Diegues relata como Brandão compara o pescador e sua dependência do mar, ao lavrador, que diferentemente do pescador, tem o lar seguro. O pescador é, para esse escritor, um temente de mitos como bruxas que viviam no mar, e um amante da liberdade e igualdade, mesmo vivendo pobre e na dependência de comerciantes e regateadores.

Na literatura portuguesa, Diegues aborda também o livro As ilhas desconhecidas, sobre as Ilhas dos Açores, que Brandão escreveu com base numa visita feita a esta ilha em 1924. Nele, o escritor descreve os ilhéus açorianos como um povo influenciado tanto pelo apego à terra exígua e montanhosa, quanto pelo imenso oceano.

Além disso, a poesia portuguesa sobre o mar é destacada pela alusão à obra de Fernando Pessoa (4), que Diegues apresenta como poeta que canta as imagens do oceano. Cita trechos em que o poeta português relaciona o marulho do rio Tejo ao mar; outros em que deseja que sua alma transborde de mar; ou como os portos lhe atraem a ponto de considerar todo cais ‘uma saudade de pedra’.

Adentrando a literatura brasileira, o primeiro livro apontado é Campos e mares: quadros da vida rústica catharinense, de 1895, do escritor catarinense Virgílio Várzea (5). O livro relata a vida de pescadores e artesãos açorianos e traz a imagem do mar como fonte de subsistência para os ilhéus, e também como o lugar da tempestade e do naufrágio. Assim sendo, o mar, ao mesmo tempo em que evoca a vida, pela garantia da subsistência, alude também à ameaça a ela, pelas intempéries e o risco do naufrágio.

Entre os demais autores brasileiros citados estão Câmara Cascudo (6), com o livro Jangadeiros, de 1957, em que o folclorista destaca a coragem e o domínio das artes da pesca pelo pescador nordestino. Cascudo o intitula profissional do silêncio, pelo respeito e temor devotados a tudo o que diz respeito ao marítimo, explica Diegues.

Outro escritor brasileiro citado é José Lins do Rego (7), com o livro Água-Mãe, de 1941, narrando a vida litorânea na costa fluminense, especialmente no respeitante à pesca e às salinas. Nesse livro, o autor vincula o mar aberto ao domínio do masculino, relacionando-o à coragem e ao heroísmo, e a lagoa ao feminino – simbolizando fertilidade e abundância.

Cascudo é novamente citado quando da referência de Diegues às lendas respeitantes aos navios encantados, que teriam suas raízes na nau catarineta, relato popular. Trata-se de nau fantasma que surge subitamente nos mares, cujo capitão é uma alma penada que faz afundar navios. Essa nau é recorrente em lendas de vários países europeus.

Dentre todos os escritores brasileiros, é Jorge Amado quem Diegues aponta como o romancista que mais fala do mar.  Dele, destaca o livro Mar morto, de 1936, no qual o escritor descreve a vida dos marítimos na Baía de Todos os Santos. Esses são considerados um grupo social à parte por Amado, e suas vidas são marcadas pelo risco e pelo trágico, com o mar reunindo atributos diversos, tais como o espaço de liberdade e da subsistência, o lugar do risco e da religiosidade posto que é, acima de tudo, a casa da divindade marinha Iemanjá.

Como vimos, a visão da paisagem marítima por Diegues distingue-se pela intensa concentração nos temas de mares, ilhas e seus povos, explorando os conceitos vinculados ao símbolo, à imagem e à identidade e abrangendo os aspectos  geográficos, paisagísticos, antropológicos e literários. Entre eles procuramos destacar aqui os literários, pois nos interessa mostrar como o recorte de paisagem natural tomado pelo autor é recorrente na literatura e, como suas imagens, símbolos e mitos subsistiram e se perpetuaram através dela.

notas

1
A palavra provém do grego gr halieutikós e significa o que concerne à arte da pesca.

2
Julien Viaud Loti, dito Pierre Loti (1850-1923). Romancista impressionista francês, atraído pelas paisagens e civilizações exóticas, autor também das obras: O casamento de Loti (1882); Meu irmão Yves (1883); Madame Chrysanthème (1887); Ramuntcho (1897).

3
Thomas Mann (1875-1955). Escritor alemão, autor de Buddenbrooks e de A montanha mágica (1924). Prêmio Nobel, 1929.

4
Fernando Antonio Nogueira Pessoa (1888-1935). Poeta português considerado uma das mais complexas e singulares figuras da literatura portuguesa. Versátil, criou os heterônimos Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, para cada um dos  quais inventou biografias e lhes atribuiu poesias  que são, na forma e no conteúdo, outras vozes de que se valeu para transmitir a heterogeneidade de sua riqueza interior. Deixou vasta obra publicada, que  ao longo dos tempos tem sido permanentemente reeditada.

5
Virgílio Várzea (1862-1941), escritor e jornalista brasileiro pertencente à primeira fase do simbolismo. Entre suas obras estão: Tropos e fantasia (1885), em colaboração com Cruz e Sousa; a novela Rose-Castle (1893); Contos de amor (1901); O brigue flibusteiro (1904); Os argonautas (1909).

6
Luís da Câmara Cascudo (1898- 1986) escritor e folclorista brasileiro de vasta e importante produção, na qual se destacam, entre outros, os livros  Vaqueiros e cantadores (1939), Contos tradicionais do Brasil (1946), O folclore nos autos camonianos (1950).

7
José Lins do Rego Cavalcanti (1901-1957). Escritor brasileiro da fase modernista, também cronista, membro da ABL. Principal representante do romance nordestino, com a temática do ciclo da cana-de-açúcar, da seca, do cangaço e do misticismo sertanejo. Entre suas principais obras figuram os romances Menino de engenho (1932) e Moleque Ricardo (1935) e as crônicas: Gordos e magros (1942), Gregos e troianos (1957).

sobre a autora

Eliane Lordello é arquiteta e urbanista (UFES,1991), Mestre em Arquitetura (UFRJ, 2003) e Doutora em Desenvolvimento Urbano na área de Conservação Integrada (UFPE, 2008).  É arquiteta da Gerência de Memória e Patrimônio da Secretaria de Estado da Cultura do Espírito Santo.