O pavilhão Gife foi idealizado como suporte expográfico para a Mostra Gife, exposta no Centro Cultural São Paulo – CCSP em setembro de 2019. A solução expográfica deveria considerar, além da montagem no Centro Cultural, a possibilidade de itinerância, em diferentes configurações que se adequassem aos novos lugares, ainda incertos à época do projeto, ao mesmo tempo, era necessário que estivesse muito bem inserido no contexto do CCSP.

Pavilhão Gife, São Paulo SP Brasil, 2019. Vitor Pena, Victoria Braga, André Vitiello, Inaê Monteiro Negrão, Clara Varandas Abussamra, Luisa Capalbo Menezes, Victor Salviano Isawa e Luiz Gomes da Silva (arquitetura e montagem), Maria Cau Levy e André Stefa
Pavilhão Gife, São Paulo SP Brasil, 2019. Vitor Pena, Victoria Braga, André Vitiello, Inaê Monteiro Negrão, Clara Varandas Abussamra, Luisa Capalbo Menezes, Victor Salviano Isawa e Luiz Gomes da Silva (arquitetura e montagem), Maria Cau Levy e André Stefa

Para solucionar a reconfigurabilidade do pavilhão adotamos um sistema modular de alumínio extrudado e ranhurado, com conectores móveis. Esse sistema permitiu a criação de um grid ortogonal e genérico, onde seria possível a disposição do conteúdo em diferentes montagens.

Pavilhão Gife, sistema estrutural, São Paulo SP Brasil, 2019. Vitor Pena, Victoria Braga, André Vitiello, Inaê Monteiro Negrão, Clara Varandas Abussamra, Luisa Capalbo Menezes, Victor Salviano Isawa e Luiz Gomes da Silva (arquitetura e montagem), Maria Ca
Pavilhão Gife, sistema estrutural, São Paulo SP Brasil, 2019. Vitor Pena, Victoria Braga, André Vitiello, Inaê Monteiro Negrão, Clara Varandas Abussamra, Luisa Capalbo Menezes, Victor Salviano Isawa e Luiz Gomes da Silva (arquitetura e montagem), Maria Ca

A intenção foi de criar um espaço de convergência e uma experiência de introspecção que abrigasse o conteúdo da mostra. Uma envoltória elíptica em tela agrícola aluminizada foi o elemento escolhido para a definição do limite e organicidade ao pavilhão. A independência entre a estrutura e vedação ressaltam as possibilidades de variações geométricas para essa envoltória, dependendo da situação em que tenha que ser redesenhada. A tela agrícola atendia às nossas expectativas com relação à compactabilidade e leveza – muitos metros lineares podem ser enrolados sem problema em bobinas de diâmetro relativamente reduzidos – e com relação ao equilíbrio entre opacidade e translucidez que desejávamos.

Pavilhão Gife, São Paulo SP Brasil, 2019. Vitor Pena, Victoria Braga, André Vitiello, Inaê Monteiro Negrão, Clara Varandas Abussamra, Luisa Capalbo Menezes, Victor Salviano Isawa e Luiz Gomes da Silva (arquitetura e montagem), Maria Cau Levy e André Stefa
Pavilhão Gife, São Paulo SP Brasil, 2019. Vitor Pena, Victoria Braga, André Vitiello, Inaê Monteiro Negrão, Clara Varandas Abussamra, Luisa Capalbo Menezes, Victor Salviano Isawa e Luiz Gomes da Silva (arquitetura e montagem), Maria Cau Levy e André Stefa

O sistema construtivo adotado para a estrutura foi um sistema particularmente utilizado no equipamento de linhas de montagem, na fabricação de esteiras, racks, e outros dispositivos automatizados e mecânicos. O deslocamento de função desse sistema para a criação de espaço construído foi o principal desafio do projeto. Porém, já imaginávamos a coerência de sua utilização para a situação em questão, atendendo a racionalização da fabricação montagem e desmontagem, e permitindo a reutilização dos componentes nas possíveis variações de configuração, sem a implicação de esforços destrutivos e sem a geração de resíduos.

Pavilhão Gife, São Paulo SP Brasil, 2019. Vitor Pena, Victoria Braga, André Vitiello, Inaê Monteiro Negrão, Clara Varandas Abussamra, Luisa Capalbo Menezes, Victor Salviano Isawa e Luiz Gomes da Silva (arquitetura e montagem), Maria Cau Levy e André Stefa
Pavilhão Gife, São Paulo SP Brasil, 2019. Vitor Pena, Victoria Braga, André Vitiello, Inaê Monteiro Negrão, Clara Varandas Abussamra, Luisa Capalbo Menezes, Victor Salviano Isawa e Luiz Gomes da Silva (arquitetura e montagem), Maria Cau Levy e André Stefa

Para isso contamos com um processo de prototipagem e pré-fabricação que durou o mês que antecedeu a montagem. Durante esse processo foi possível experimentar e corrigir o projeto, em tempo real, realizar testes de comportamento estrutural, e compreender o esforço e recurso humano necessário para a montagem e desmontagem do pavilhão. Essa etapa do trabalho, foi denominada Fábrica e teve lugar na galeria Mário Schenberg, cedida pela Fundação Nacional de Artes – Funarte. A Fábrica foi a principal ferramenta de inteligência para o desenvolvimento dessa aplicação para a tecnologia em questão. Levando em conta sobretudo o aprendizado e troca entre os projetistas/arquitetos, que também eram os montadores. A montagem da estrutura foi realizada em aproximadamente seis horas (para uma área de 180m²), com uma equipe de dez pessoas. A desmontagem completa levou menos que quatro horas.

Pavilhão Gife, São Paulo SP Brasil, 2019. Vitor Pena, Victoria Braga, André Vitiello, Inaê Monteiro Negrão, Clara Varandas Abussamra, Luisa Capalbo Menezes, Victor Salviano Isawa e Luiz Gomes da Silva (arquitetura e montagem), Maria Cau Levy e André Stefa
Pavilhão Gife, São Paulo SP Brasil, 2019. Vitor Pena, Victoria Braga, André Vitiello, Inaê Monteiro Negrão, Clara Varandas Abussamra, Luisa Capalbo Menezes, Victor Salviano Isawa e Luiz Gomes da Silva (arquitetura e montagem), Maria Cau Levy e André Stefa

Memorial design gráfico

A Primeira Mostra Gife de Inovação Social apresentou importantes projetos de filantropia e investimento social privado no Brasil. Escolhemos realizar a sinalização em papel reciclável, em placas estreitas para o fácil transporte e adaptabilidade, pensadas para as itinerâncias que aconteceriam pelo país, evitando reimpressão e desperdício de material.

Pavilhão Gife, São Paulo SP Brasil, 2019. Vitor Pena, Victoria Braga, André Vitiello, Inaê Monteiro Negrão, Clara Varandas Abussamra, Luisa Capalbo Menezes, Victor Salviano Isawa e Luiz Gomes da Silva (arquitetura e montagem), Maria Cau Levy e André Stefa
Pavilhão Gife, São Paulo SP Brasil, 2019. Vitor Pena, Victoria Braga, André Vitiello, Inaê Monteiro Negrão, Clara Varandas Abussamra, Luisa Capalbo Menezes, Victor Salviano Isawa e Luiz Gomes da Silva (arquitetura e montagem), Maria Cau Levy e André Stefa

A tipografia escolhida foi a Cooper Hewitt, por ser a tipografia já utiliza pela associação. Utilizamos a variação de peso, forte característica da type não explorada na marca Gife, para trazer dinamicidade e pluralidade. A estampa criada com o número 1 brinca com as espessuras da tipografia e marca a primeira edição da mostra.

Pavilhão Gife, São Paulo SP Brasil, 2019. Vitor Pena, Victoria Braga, André Vitiello, Inaê Monteiro Negrão, Clara Varandas Abussamra, Luisa Capalbo Menezes, Victor Salviano Isawa e Luiz Gomes da Silva (arquitetura e montagem), Maria Cau Levy e André Stefa
Pavilhão Gife, São Paulo SP Brasil, 2019. Vitor Pena, Victoria Braga, André Vitiello, Inaê Monteiro Negrão, Clara Varandas Abussamra, Luisa Capalbo Menezes, Victor Salviano Isawa e Luiz Gomes da Silva (arquitetura e montagem), Maria Cau Levy e André Stefa
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Pavilhão Gife, São Paulo SP Brasil, 2019. Vitor Pena, Victoria Braga, André Vitiello, Inaê Monteiro Negrão, Clara Varandas Abussamra, Luisa Capalbo Menezes, Victor Salviano Isawa e Luiz Gomes da Silva (arquitetura e montagem), Maria Cau Levy e André Stefa

ficha técnica

projeto
Pavilhão Gife

local
São Paulo SP Brasil

ano
2019

arquitetura e montagem
Vitor Pena, Victoria Braga, André Vitiello, Inaê Monteiro Negrão, Clara Varandas Abussamra, Luisa Capalbo Menezes, Victor Salviano Isawa e Luiz Gomes da Silva

design gráfico
Maria Cau Levy e André Stefanini

coordenação de produção
Paula Marujo

fotos
Rafaela Netto/ Lauro Rocha

vídeo
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