Silvana Romano no centro histórico de Quito, Equador
Silvana Romano no centro histórico de Quito, Equador

Os habitantes de uma cidade percorrem todos os dias suas ruas, calçadas, praças e largos. Usam seus edifícios, mobiliários urbanos e equipamentos urbanos. Contemplam os monumentos, assistem os espetáculos e rezam nas igrejas. São eles que dão vida aos chamados espaços públicos, que não passam de objetos inanimados. São eles, os cidadãos, que conferem um caráter ao lugar, pois mantêm com os objetos urbanos uma simbiose específica.

Habitantes de Quito, Equador
Habitantes de Quito, Equador

O tipo físico, as expressões faciais, os trejeitos corporais, as roupas e adereços, o corte de cabelo, o olhar. Tristeza, felicidade, perplexidade, curiosidade, alegria, tédio, desesperança – tantos estados de espírito que em sua sobreposição resulta em uma legítima expressão da coletividade.

Habitante de Quito, Equador
Habitante de Quito, Equador

As fotos de Silvana Romano perscrutam os anônimos habitantes de Quito e, por um intencionado efeito metonímico, capturam também a cidade que habitam.

Silvana Romano no Mercado Municipal de Quito, Equador
Silvana Romano no Mercado Municipal de Quito, Equador

nota[texto de Abilio Guerra]

sobre o autor

Silvana Romano é arquiteta, editora do Portal Vitruvius e da Romano Guerra Editora