drops ISSN 2175-6716
edição 18.121 · 2017
Tempos sombrios
O arquiteto e professor da FAU USP, José Lira, comenta os tempos sombrios vividos pelo Brasil, onde hordas de militantes da extrema-direita agridem física e moralmente pessoas vinculadas às artes e à cultura.
Carta ao prefeito de São Paulo
Sobre o nu no MAM-SP
Parodiando a fala do prefeito de São Paulo, que afirmou “Tudo tem limite!” ao se referir à presença de nus em obras de artes, Paulo Miyada cobra mais responsabilidade de um personagem público e afirma: “Há limites, senhor, há limites”.
Lygia Clark: todo bicho tem articulações
Afonso Luz nos lembra que os “bichos” de Lygia Clark são estruturas articuladas em planos geométricos, sem tinta ou cobertura do corpo das chapas, portanto o coreógrafo é respeitoso em relação ao conceito da obra mimetizada.
Corpo de prova
Instalação artística de Marcia Pastore no MuBE
Segundo Ana Maria Belluzzo, a instalação artística “Corpo de prova”, de Marcia Pastore, na marquise do Mube, edifício projetado por Paulo Mendes da Rocha, “conecta espaços e tempos, acumula saberes, subentende forças mecânicas”.
Sobre os últimos acontecimentos
A arte, a alma, os inquisidores
A escritora e filósofa Marcia Tiburi comenta os acontecimentos recentes de confisco de obras de arte, fechamento de exposições e convocação de censura que têm como base uma política de mistificação.
Por moralismo torpe, pessoas decidem eliminar a reflexão e neutralizar a arte
Jorge Coli, crítico e professor de artes, comenta a tradição do nu e da sexualidade na arte e os atos recentes de moralismo na sociedade brasileira.
Desafios do restauro moderno
Texto de lido por Abilio Guerra durante a apresentação da Mesa temática “Desafios do restauro moderno” no V Seminário Docomomo São Paulo.
Sobre urubus, sabiás e sucupiras
Processo de avaliação da produção em arquitetura e urbanismo
Inspirado em conto de Rubem Alves e em artigo de Ronald Arendt, o texto convida à reflexão sobre o processo de avaliação da produção dos programas de pós-graduação em arquitetura no Brasil, que resulta na pressão produtivista sobre a comunidade acadêmica.
O retrocesso
Arquitetura defensiva aliada à exclusão social
A arquitetura defensiva é cada vez mais comuns nas grandes cidade, atingindo especialmente os moradores em situação de rua, visando a exclusão dessas pessoas das regiões centrais das cidades, geralmente situados em praças públicas e ao redor de edifícios.